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A Fórmula da Felicidade

A vida é feita de escolhas e a minha é ser feliz!

A Fórmula da Felicidade

A vida é feita de escolhas e a minha é ser feliz!

O sonho comanda a vida

26.10.20, Mary

Olá, olá!

Tenho andado desaparecida mas eu sou assim. Quero tudo e não consigo acompanhar a velocidade da minha mente. As ideias brotam de dentro de mim e fervilham, não dou conta delas e depois é isto... Deixo escapar bons projetos por entre os dedos. 

Mas, como em tudo na vida, é preciso foco. Se sabes o que queres, mesmo que te desvies do caminho, o importante é saberes voltar a ele.

E com esta breve introdução, em jeito de pedido de desculpas, volto ao título do post de hoje.

Um dia cá em casa, há muito tempo, e numa acesa esgrima de pontos de vista diferentes, da qual nem me recordo, e nem interessa para o caso, saiu-me uma pérola de sabedoria, que viria a guardar para o resto da minha vida. E foi qualquer coisa como: "Deixa-me sonhar! Ao menos enquanto sonho, sou feliz!" E na verdade, é isto mesmo. Enquanto sonhamos, enquanto ansiamos, somos felizes. Assim que atingimos o nosso sonho, atingimos o êxtase e, ao fim de um tempo, ansiamos por outro sonho.

O ser humano é assim, eternamente insatisfeito.

Quase que apetece dizer: "então ficamo-nos pelos sonhos", já que a sua concretização nos traz uma felicidade fugaz. Mas é claro que não! São os sonhos, uns atrás dos outros que nos fazem evoluir e que nos levam cada vez mais perto da nossa realização pessoal. É a ânsia e a busca de algo que nos faz levantar da cama todos os dias. É o desejo de sermos melhores, a cada dia que passa, que nos faz buscar sabedoria e tornarmo-nos melhores.

Há quem lhes chame sonhos, há quem lhe chame fé. Mas seja qual o nome que lhe dês, o importante é seguires o teu caminho e na direção certa.

Não queiras saltar etapas. Acredita que todas elas, as boas e as menos boas, te tornarão uma pessoa mais capaz, preparada e consciente quando lá chegares mais à frente.aKfdFCPE_400x400.jpeg

 

 

 

Do XL ao xs

09.10.20, Mary

Tive dúvidas em tornar este post público. Aborda questões um bocadinho pessoais... Mas, de que serve um blog com o propósito do meu se não for sincera e honesta comigo mesmo e convosco? Portanto, bora lá. Sem medos, sem julgamentos... 

Já aqui referi que a par da minha jornada de desenvolvimento mental e a forma como deixo que o meio e as pessoas à minha volta me afetem e, por conseguinte, a forma como eu reajo; fiz uma mudança na parte exterior. Passados 365 dias, posso dizer que perdi 20 kg e ganhei na mesma proporção: autoconfiança.

No entanto, com esta mudança exterior, começam a ficar expostas algumas reações e traumas que eu nem sabia que tinha. Nunca tive a real noção da minha figura e continuo a não ter. Não sei se vocês se identificam, mas o fato de eu estar a vestir um XL ou um 44 de calças para mim não me dizia por si só que eu estava com excesso de peso. Eu olhava para o espelho, via que tinha barriga, via que queria chegar aos pés para calçar as meias e fazia-o com esforço, mas fui sempre achando que era de não me mexer e que estava perra (o que também era verdade, mas não só). Nos inúmeros sites da internet calculava o meu índice de IMC e todos me devolviam o resultado de obesidade e eu achava que era um exagero e que aquilo não era para mim, pois eu era alta e tinha ossos "pesados" (quem nunca...)

Há dias quis encomendar uma roupa de desporto e a muito medo, pedi um M. Na minha cabeça, demasiado habituada a chegar a uma loja e perguntar "o que é que tem de tamanhos maiores!" Ou "nem vou a essa loja que só tem roupa para pitas"... Eu cheguei a sentir-me frustrada e não percebia porque é que as marcas só faziam números pequenos. Às vezes nem num XL eu cabia. E eu pensava sempre que as coisas não serviam porque tinha o peito grande (e como era possível, sendo a mulher portuguesa, por norma, avantajada, não haver números para gente com curvas).

Então, dizia eu, pedi um M, mas a pensar que talvez estivesse a ser demasiado  otimista e que, provavelmente, deveria ter pedido um L. Felizmente, a pessoa a quem encomendei, resolveu trazer umas peças para eu experimentar primeiro e, para minha surpresa, eu coube numas calças XS e blusa S (sim, porque o peito também diminuiu mas ainda cá está) . 

Toda esta situação e falta de noção do espaço que ocupo, fez-me reviver o passado. Ainda hoje, quando entro numa loja, tenho tendência a ir para a zona dos números grandes. Atrevo-me a levar um S para o provador, mas sempre com um M na mão porque ainda não consigo conceber e nem ter a confiança de caber num S. Todas estas inseguranças e incertezas, expuseram fraquezas e defesas que fui adotando ao longo da minha vida sem me dar conta.

A esta distância entristece-me relembrar a atitude com que eu entrava numa loja a sentir-me gorda, e desapontada por não me sentir bem comigo própria, sem me dar real conta disso, e com um sorriso enorme na cara e a fazer piadas com a situação. A esta distância, consigo entender que se tratava de um escudo que criei à minha volta para ir (sobre)vivendo. Esse escudo deixou marcas em mim que ao fim de todo este tempo não me deixam acreditar que agora estou bem e, sempre que me deixo levar por algum impulso alimentar (sim, por que fazer escolhas saudáveis todos os dias, nem sempre é fácil) vem o "fantasma do passado" e a culpa.

O caminho não é fácil e é só para quem realmente o quer fazer. Mas é possível e está ao alcance de qualquer um.

O segredo, é tão somente definir metas pequenas e comemorar, verdadeiramente, sempre que as atingimos e a forçar-nos sempre um bocadinho mais além.

As marcas vão ficar lá sempre! Mas o que fazemos com elas é que faz a diferença.

distorcao-da-autoimagem-a-busca-pelo-corpo-perfeit

imagem retirada de: https://blog.rosaverao.com.br/distorcao-da-autoimagem-busca-pelo-corpo-perfeito/