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A Fórmula da Felicidade

A vida é feita de escolhas e a minha é ser feliz!

A Fórmula da Felicidade

A vida é feita de escolhas e a minha é ser feliz!

Agora é o momento… Parte I

28.07.20, Mary

Vocês sabem aquela estranha sensação de quando algumas coisas começam a fazer sentido na vossa cabeça (os chamados insights) e tudo, ou quase tudo, parece alinhar-se numa direção que, ainda não sabemos o que é, mas que sentimos ser o caminho certo?

Resumindo, aquela sensação de que algo bom está para acontecer…

Tenho andado assim! Mas com esta sensação de que algo melhor aí vem, vem também a clareza de que talvez não esteja no sítio certo, profissionalmente, e no relacionamento, coloco a dúvida se a pessoa com quem estou me deixará voar e perseguir os meus sonhos. Mas, em relação ao meu marido, acredito que vale a pena investir e fazê-lo acompanhar esta minha mudança. Já no trabalho não sei se valerá a pena. São 13 anos da minha vida a tentar melhorar as coisas e nunca nada muda. Optei, entretanto, pela via se não os podes mudar, pelo menos posso mudar a forma como deixo que me afetem (confessem que pensavam que eu ia dizer que me tinha juntado a eles… na na ni na não! Não estaria a ser coerente e nem verdadeira comigo própria, certo?)

Mas e perguntam vocês o quê, concretamente, me tem dado estes vislumbres de uma vida futura mais plena e realizada? (hei-de responder num próximo post, porque este, entretanto, ficou um pouco longo. Sorry! Divaguei um bocado) .

Desde fevereiro do ano passado que eu assinalei como o ponto de viragem. Foi por essa altura que eu considero que bati no fundo. As crises de ansiedade e o stresse atingiram um pico de tal forma que penso que atingi o tão falado burn-out. O cansaço e desilusão com o trabalho atingiram um ponto tal que comecei a andar com lágrimas sempre nos olhos, dores no peito, palpitações, tensão altíssima, bola histérica na garganta, sensação de peso sobre a caixa torácica, dificuldade em respirar e aquela sensação de que algo mau iria acontecer a qualquer momento. Foi um momento muito dark que eu achei que andava a ter um enfarte ou algo do género. Fartei-me de fazer exames ao coração, mas a médica assim que me viu percebeu logo o que eu tinha e receitou-me uns ansiolíticos. A dosagem era mínima, mas foi o suficiente para me conseguir reorganizar internamente e definir uma estratégia para tal não voltar a acontecer… Mas, para mim, tomar medicação foi bater no fundo. Não estou a criticar e nem a julgar quem o faça. Admiro a coragem de admitirem que necessitam de ajuda. Mas para mim, isso foi admitir que eu não era tão forte quanto julgava. E obriguei-me a mim própria a apanhar os cacos, cola-los e ir para a frente de batalha outra vez, mas com um escudo novo, uma estratégia nova e deixar de acreditar no pai natal. Aceitar que as coisas são como são e que não vão mudar, é um grande desafio. E perceberes então como te vais posicionar em relação a isso para não te ires a baixo outra vez é ainda mais. No meu caso, tive de baixar as espectativas com o futuro laboral e focar-me no meu desenvolvimento pessoal e é aqui que a fórmula da felicidade começa. Nestas pequenas mudanças que tenho vindo a fazer, em busca do meu próprio desenvolvimento. Já tinha dito que me considerava uma pessoa forte a nível psicológico e descobrir que afinal não o era, foi um murro no estômago.

Mas este post já vai longo e deixo o resto para outro.

Sejam felizes!

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